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Sopa De letras

Vinha á procura de sopa? Aqui há , mas só de letras! Letras atiradas ao acaso saídas de uma Caixinha de Pandora.

Vinha á procura de sopa? Aqui há , mas só de letras! Letras atiradas ao acaso saídas de uma Caixinha de Pandora.

Dias normais?

 

 

Já tive dias felizes, dias em que aprendi coisas novas, dias tristes.

Já tive dias em que perdi alguém, dias em que ganhei amigos,

 Dias em que trouxe uma vida nova ao mundo.

Já tive dias de sol, dias cinzentos, dias de chuva

Já tive dias em que perdi um amor, dias em que me apaixonei:

Já tive dias de aniversário, de Natal, de carnaval,

Já tive dias que pareciam nunca mais acabar, dias que eu queria que não acabassem…

Já tive dias horríveis, já tive dias fantásticos;

Dias em que perdi tudo: a fé, a esperança, os sonhos;

Dias em que ganhei o dia, dias em que renasci;

Já tive dias complicados, dias simples,

Dias em que um simples sorriso da minha filha salvou o dia,

Dias em que sofri…

Dias em que ouvi dizer eu amo-te!

Já tive dias, já vivi muitos dias…

Mas dias normais? Não tenho dias normais.

Todos os dias são diferentes,

Bons ou maus são especiais,

São páginas em branco por preencher

São dias diferentes e nunca iguais

 Porque estou viva para os preencher

e tenho uma nova página para virar

Sempre que vir o sol nascer..

 

 texto de minha autoria

 imagem retirada da internet

com ligação à origem

Dia de Faxina



Estava precisando fazer uma faxina em mim...
e fiz : abrindo o armário.
Assim como jogar alguns pensamentos indesejados fora,
lavar algumas essências que andam meio que enferrujadas,
pois já não brilhavam.
Tirei do fundo das gavetas
lembranças que não uso e não quero mais.
Joguei fora alguns sonhos, algumas ilusões.
Papéis de presente que nunca usei,
sorrisos que nunca darei,
joguei fora a raiva e o rancor
das flores murchas que estavam
dentro de um livro que não li.
Olhei para meus sorrisos futuros
e minhas alegrias pretendidas,
e as coloquei num cantinho ,
bem arrumadinhas.
Fiquei sem paciência,
tirei tudo de dentro do armário
e fui jogando no chão:
paixões escondidas, desejos reprimidos,
palavras horríveis que nunca queria ter dito,
mágoas de um amigo,
lembranças de um dia triste,
mas havia lá, outras coisas e belas!!!
Um passarinho cantando na minha janela...
aquela lua cor de prata que vi na praia,
o por do sol nas montanhas...
Fui me encantando e me distraindo;
olhando para cada uma daquelas lembranças.
Sentei no chão,
para poder fazer minhas escolhas.
Joguei direto no saco de lixo
os restos de um amor que me magoou.
Peguei as palavras de raiva e de dor
que estavam na prateleira de cima,
pois quase não as uso,
também joguei fora no mesmo instante!
Outras coisas que ainda me magoam,
coloquei num canto
para depois ver o que faria com elas.
Se as esquecia lá mesmo
ou se mandava para o lixão.
Aí, fui naquele cantinho,
bem naquela gaveta
que a gente guarda tudo o que é mais importante:
o amor, a alegria, os sorrisos,
um dedinho de fé
para os momentos que mais precisamos,
e sabe o que descobri ?
Que tinha um jóia lá, toda embrulhadinha,
tão rara e preciosa,
talvez o maior bem que possua.
Eu não a usava há muito tempo.
Nem sabia que a tinha mais,
tinha me esquecido.
mas, ela estava lá
e quando eu a olhei,
ela brilhou para mim,
como sempre o fizera;
Peguei-a entre os dedos e fiquei apreciando.
Assim, embevecida e encantada.
Cuidei dela com muito carinho,
despejei meu amor por entre suas frestas
e não deixei de usá-la mais.
Agora mesmo eu a estou usando
para falar com você.
Pode saber o que é?
Sim, amigo, é minha arte de escrever. De brincar com o teclado
e com o jogo de letras
que se fazem visíveis no meu pensamento
mesmo antes dos dedos tocarem o teclado,
mas, que às vezes,
parece que são mais rápidos que do que ele
e posso me divertir mais assim.
E com uma simples frase,
escrever uma história inteira.
Em dia de faxina, sempre fica tudo uma bagunça incrível,
desorganizamos tudo,
para colocar em ordem depois
mas, melhor é desorganizar a ordem.
porque fica tudo certinho.
Bem, assim ...mais fácil para mim.
Recolhi com carinho o amor encontrado,
dobrei direitinho os desejos,
coloquei perfume na esperança,
passei um paninho na prateleira das minhas meta,
deixei-as à mostra, para não perdê-las de vista.
Coloquei nas prateleiras de baixo
algumas lembranças da infância,
na gaveta de cima as da minha juventude e,
pendurado bem à minha frente,
coloquei o meu amor,
pois eu o uso a todo instante,
mantenho-o sob meu olhar de paixão incontida,
banho-o todos os dias com ternura,
dou-lhe atenção de menina,
durmo com ele,
bem juntinho ao meu lado
e encho-o de beijinhos melados
E ele? Bem,... ele retribui.

(autor desconhecido)

Quem é a cozinheira?

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