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Sopa De letras

Vinha á procura de sopa? Aqui há , mas só de letras! Letras atiradas ao acaso saídas de uma Caixinha de Pandora.

Vinha á procura de sopa? Aqui há , mas só de letras! Letras atiradas ao acaso saídas de uma Caixinha de Pandora.

Não Desapareças!

Desde o primeiro dia que se encontraram que ela o amou, um amor diferente como nunca tivera por ninguém. Ele representava para ela inocência que em tempos tinha perdido. Trazia-lhe de volta os sentimentos bons que a vida a fizera perder. Era jovem, belo e puro demais para ela. A sua candura lavava-lhe a alma, mas ela achava que se consumasse o seu amor a sua paixão por ele, perderia tudo num dia. Desde que a vira quando lhe abrira a porta, na firma onde era recepcionista que ele a fixara na memória. Achara-a bela, fria, inatingível. Era um desafio para ele que gostava de desafios. Eram raras as vezes que se cruzavam na firma onde ambos trabalhavam e se tinham conhecido. Mas numa dessas raras vezes combinaram tomar café. Descobriram que ambos vinham terras próximas para se terem cruzado num destino tão distante do seu destino de origem. Ela desejava-o para ele desde o primeiro momento mas ele ostentava o aviso de coração ocupado na sua mão. Por ironia ou acaso do destino, no fim desse dia ela decidiu dar outro rumo ao seu coração. Passaram-se meses sem se verem. Ela saíra da firma e não se dera ao trabalho de se despedir. Voltaram a cruzar-se em plena rua de Cedofeita, ele descortinara-a por acaso entre transeuntes, artistas de rua, vendedoras de meias e de frutas. Ela reconheceu-o imediatamente. Trocaram palavras e números de telefone. Mas ficaram-se pelas palavras. Ela sentira um brilho diferente nos seus olhos quando ele a descobrira. Os anos passaram e ambos, sem saberem um do outro, à sua terra de origem regressaram. Numa noite de festa, um antigo amigo dela reconhece-a e chama-a, mas é ele o seu amor fugitivo em que os dela recaem. Finalmente saem juntos. Trocam beijos e carícias. Mas o coração dela desta vez estava dividido. O fascínio por a mente preversa e calculista de outro prendia-a. Tentava inutilmente lutar contra isso. Senia as grilhetas duma paixão sórdida e destruidora a lutarem contras as asas de uma paixão pura que promete ser feliz. Há contudo nela um lado frio, oculto que a submete a tão destruidor fascínio. O desejo de vingança. Confessa-lhe que se sente dividida. Ele pensa que ela não o ama. Porém um amor puro como o que sente por ele, ela nunca o teve por ninguém. Um amor tão puro que a faz protegê-lo renunciando ao que mais deseja: consumar a sua paixão por ele. Assim ela não regressa aos braços do outro e desiste da vingança. Decide lutar não pela vingança, mas sim pelo amor. O tempo fora implacável. Era tarde demais. Ele seguira com a sua vida como ela o aconselhara a fazer. Reencontram-se. Abraçam-se e despedem-se, pedido um ao outro: - Não desapareças! Mas nunca mais se cruzaram. Ela guarda-o num cantinho especial do coração como aquele que lhe devolveu alma e consola-se de o ter perdido pensando que dessa forma jamais o viria a odiar como odeia aquele que um dia a fascinou. Conto de ficção escrito por mim para Fábrica de Histórias ilustração retirada da internet

Luxúria e Sedução





Já há algum tempo que se encontravam pela Internet. Ela tinha visto um programa onde as pessoas encontravam a felicidade em sites de Internet. Porque não? Pensou ela e registou-se num site considerado dos melhores, onde só pessoas influentes se registavam. Estava descontente com a vida, com a carreira, com a família e até com os amigos. Estava cansada de se sentir sozinha. De abrir  a porta da casa e ser recebida pelo silêncio. Queria mais da vida. Não queria uma vida comum. Queria viver uma aventura um romance, como os dos livros que lia. Tinha visto num programa de televisão que naquele site poderia encontrar pessoas cultas de boa posição social e financeira. Porque não juntar o útil ao agradável? Pensou ela. E um dia em que nada tinha para combater a solidão, tomou então a decisão de se registar no site.

 

Porque não? Não tinha nada a perder. Era perigoso. Diziam-lhe algumas amigas. E conhecer alguém num bar, numa discoteca, ou até num trabalho não era?

Não lhe importava, gostava do risco. Do sabor a aventura que fazia sentir-se viva.

Entrou no site primeiro sem se registar. Foi procurando até que o encontrou. Era bom demais para ser verdade que aquela pessoa existisse. Parecia o homem dos seus sonhos. Escrevia a frase que ela costumava usar na brincadeira, na sua apresentação. “O mundo é lindo, vem conhecê-lo, comigo se a tua ideia de acampar é só em hotéis de 5 estrelas.” Não conseguiu evitar uma gargalhada e imaginar-se a acampar num hotel de 5 estrelas com um cavalheiro fino elegante e sedutor como ele parecia ser.

 

  Registou-se e ganhou coragem. Viu que ele estava on-line e ganhou coragem.
” Olá como estás?”. Ele respondeu e foram falando. Perguntou porque o escolheu e ela respondeu que iria adorar acampar num hotel de 5 estrelas. Riram-se os dois. A partir desse dia falavam sempre à mesma hora. Contavam tudo um ao outro, tinham-se tornado amigos íntimos, cúmplices. A amizade virtual ganhava contornos de algo mais que uma amizade real. Decidiram dar o passo de se conhecerem pessoalmente. Já haviam trocado fotografias, confidências, intimidades, só lhes faltava trocar olhares, pernas, braços beijos, entrelaçarem-se de desejo que já sentiam. Era Carnaval. Combinaram ir a uma festa mascarados. Ela iria de “ Diaba”. Ele de Vampiro. Combinaram uma senha para terem a certeza. “Ela perguntaria, posso beber do seu corpo?” Ela responderia: “cuidado! Tenho o diabo no corpo.”

     A festa era, como não podia deixar de ser num hotel de 5 estrelas. Ela chegou primeiro, conforme o combinado sentou-se no balcão do bar e pediu um Bloody Mary.

Não tinha passado muito tempo quando sentiu uma respiração quente no seu pescoço:”Posso beber do seu corpo?”, sorriu e respondeu “ cuidado! Tenho o diabo no corpo”. Virou-se para ele e a imagem era ainda melhor que na fotografia. Talvez fosse do fato vampiro, mas fez com que o desejasse ainda com mais ardor. Ele ficou impressionado. Ela tinha mesmo o diabo no corpo. E apetecia-lhe sugar-lhe alma, os peitos a boca. Percorrer todo aquele corpo com sua boca.

-Vem – disse-lhe ele.

Aquela voz rouca e quente fazia-a estremecer. Levantou-se e ele puxou-a para dançarem.

- Queres continuar aqui? – Perguntou-lhe ele

- Não – disse ela – vamos para um lugar mas calmo.

- Então vem.

Ela seguiu-o sem um palavra. Não conseguia descrever a sensação segui-lo-ia até ao Inferno. Ele queria levá-la ao céu.

Não fez perguntas. Ele levou-a para um dos quartos do hotel como se tudo estivesse previsto e planeado. Ela não se importou. Significava que a desejava.

-Lembras-te de como nos conhecemos?- Nem esperou pela resposta. Então vamos fazer o que combinámos.

   Os morangos e o chantily encontravam-se já no interior do quarto. Ele não quis aguardar mais. Beijou-a. Despiu-a lentamente. Queria ter o prazer de descobrir como era olhar e desnudar cada pedaço daquele corpo. Ela percorreu o corpo dele freneticamente com as mãos. Queria senti-lo. Ele empurrou-a para cima da cama. Dispôs-lhe os morangos e o chantily em cima do corpo e foi-a beijando enquanto comia os morangos, lambia o chantily e lhe trincava ligeiramente os mamilos cobertos de cahntily. Ela queria que ele lhe sugasse a alma e ele que ela tivesse o diabo no corpo. Ela trincava os morangos e escorria-lhe o suco enquanto o depois o lambia e chupava pelo corpo todo até o fazer gemer de prazer. Eles uniram os corpos até que o prazer os derrotasse.

   Desde esse dia nunca mais trocaram confidências, nem palavras, nem fotografias, nem desejos.

 Apenas entrelaçaram os corpos, as almas e nenhum dos dois queria mais do que isso.

 

 

Ela via nele o homem que lhe queria devorar mais do que o corpo a alma. Para ela, ele era a tentação a que nunca conseguia resistir, o jogo sem vencedor. Não queria continuar, mas não conseguia sair nem resistir àquele jogo de sedução.

Ele via nela o sangue, o pecado, o demónio da tentação que infernizava os dias na busca do prazer que ele não queria perder.

Um dia depois de fazerem amor beberam duas taças de vinho tinto,que ela escolhera, rubro da cor do sangue  . Ele fora fumar para varanda.

Quando regressou ela dormia e tinha um bilhete na almofada dele.

"- Desculpa o jogo acabou. Ganhaste a minha alma."

Ele sorriu e adormeceu. “E tu ganhaste a minha” pensou ele.

Adormeceram ambos embriagados pelo veneno da sedução, sorvido num cálice de vinho tinto, rubro da cor do sangue.

         Nenhum dos dois voltou a despertar.

 

 

 

Texto de ficção escrito por mim

(qualquer semelhança coma realidade é pura coincidência)

Foto retirada da Net

 


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Espreitar no caldeirão.

 

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