Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Sopa De letras

Vinha á procura de sopa? Aqui há , mas só de letras! Letras atiradas ao acaso saídas de uma Caixinha de Pandora.

Vinha á procura de sopa? Aqui há , mas só de letras! Letras atiradas ao acaso saídas de uma Caixinha de Pandora.

As linhas que nunca foram escritas

 

“Querido Diário

Não escrevo data nem ano pois este assunto é demasiado delicado, assim será intemporal. É demais para mim calar este segredo que atravessou gerações. Sinto angústia, um nó na garganta, Porquê eu? Logo eu porque haveria eu de ser escolhida para guardar um segredo desta dimensão. Um segredo que me dá o poder de destruir famílias, quem sabe de causar mortes e desgostos, mas que por outro lado poderia trazer a felicidade desejada para alguns.

  Só em ti, posso confiar e nem a ti o posso contar. Sinto-me como aqueles Druidas que eram autênticos livros cujos segredos passavam  oralmente de geração em geração. Só que o meu segredo tem de permanecer calado, fechado, angustiado e sem salvar quem posso salvar. Só há uma maneira de aliviar a minha consciência deste segredo. Deixar que o descubram, sem que seja eu a o dizer. Sim dessa forma nunca trairei o segredo dizendo-o, mas se o descobrirem destruirá famílias. Que posso eu fazer?

  Não sei. Alivia-me desabafar aqui os meus pensamentos, mas aliviar–me - a ainda mais se pudesse confiar em alguém, para contar aquilo cujas dimensões são tão grandes, que me pesam demais na alma. 

  Poderei em ti confiar? Não sei, não sei. Ninguém sabe da tua existência. Somente eu. Quem me passou tal fardo para a consciência já não pertence ao mundo dos que respiram entre nós, pelo que me resta a mim ser a guardiã desta poderosa revelação cujas consequências temo se um dia a revelar. Mas por outro lado quantas vidas não permanecerão infelizes se o não fizer?

Não há como o saber a não ser que um dia seja revelado por acidente. Mas não consigo partir de alma tranquila levando-o comigo para sempre. Por isso vou arriscar aliviar o meu sentimento de culpa nas linhas que seguem…”

Foi apenas esta a página do Diário que os seus parentes conseguiram ler depois de a encontrarem no seu sono eterno na sua poltrona, o seu leito de morte.

Talvez haja segredos que nunca devam ser revelados. Quem sabe desta forma ela teve a resposta às suas dúvidas. Foi assim que todos pensaram e o segredo morreu com ela para sempre, mas ficou em todos a desconfiança de qual seria a enorme nuvem que continuava a pairar sobre a sua família.

 Conto de ficção de minha autoria para a Fábrica de Histórias.

Ilustração retirada da internet.

Uma carta do passado.

  Regressava da missa, matinal embrenhada nos seus pensamentos. Mentalmente ia ordenado as tarefas do seu dia para não mergulhar na solidão da sua viuvez. Tinha sido feliz com o marido, mas ficara-lhe sempre na alma se não teria sido mais feliz com Rafael a grande paixão da sua vida que partira para trabalhar e um dia sem mais nem menos deixara de dar notícias. Esse sim, fora a sua grande alma gémea a que ela perdera na viagem atribulada da sua vida. Mas se ele deixara de dar notícias é porque se calhar não era quem ela pensava, e consolando-se no oportuno ombro do melhor amigo de Rafael, que, também ficara sem notícias dele, acabou por se casar com este. E aos poucos acabou por deixar cair a memória de Rafael no baú das recordações esquecidas. Assim ia organizando a sua vida, de modo a que a solidão não lhe pesasse, após a viuvez. Dedicara-se à Igreja e ao voluntariado. Ajudava a distribuir roupas pelos mais carenciados e sentia-se útil. Pois apesar, de já ter setenta anos contados precisava de se sentir activa ou mergulharia na solidão e na tristeza. Ao chegar a casa repetiu os rituais e todos os dias. Regou as flores. Deu de comer ao gato e foi à caixa de correio. Além das contas e da publicidade já só uma prima afastada e viúva como ela lhe escrevia.

Por isso se admirou quando verificou uma carta manuscrita com uma caligrafia perfeita. E um selo estrangeiro. Desconhecia o seu remetente, mas verificou que o nome e morada do destinatário estavam correctos. Curiosa abriu a carta. Dentro desta estava outra carta já amarelada pelo tempo dobrada, do seu amado Rafael e por fora uma nota que dizia o seguinte:

“Cara Senhora,

Espero que finalmente esta carta encontre ainda a tempo a sua destinatária. Encontrei estas cartas entre uns pertences de meu tio, esquecidos na arrecadação de meus pais. Desculpe ter lido a carta, mas ainda bem que o fiz, para que memória de meu tio possa descansar em paz, pois ele faleceu sem ter conseguido enviado a carta, que, creio ser importante que a sua destinatária leia o seu conteúdo.O meu tio morreu de acidente e nunca as chegou a enviar”

Ela abriu a carta e dentro da mesma,tinha várias cartas dirigidas a ela, a explicar que ia para o estrangeiro para casa de uma irmã juntar dinheiro para casarem e uma última onde juntamente com tudo o que lera antes, a pedia em casamento. Os seus olhos encheram-se de lágrimas de alegria e no meio das suas lágrimas pareceu-lhe ver o rosto de Rafael a sorrir à sua frente.

 Conto de ficção

de minha autoria para a Fábrica de Histórias

ilustração retirada da net

Apenas em doze meses…

A cada badalada, uma passa. A cada passa um desejo. A cada desejo um mês para o concretizar. Doze badaladas, e doze passas depois tinha doze meses pela frente para concretizar cada novo desejo. Em Janeiro desejou apaixonar-se. Estava Janeiro a terminar e não havia forma de se apaixonar. Riscou o primeiro desejo da lista com um x vermelho. Em Fevereiro iria mascarar-se pela primeira vez na vida. Ganhou coragem e saiu vestido de Arlequim cruzou-se por acaso com uma Columbina. Marcou dois certos verdes na agenda de Fevereiro. Em Março terminaria a compra da casa, mas só conseguiu alugar uma. Marcou um certo verde com um traço vermelho.

Em Abril convidou-a a partilhar da sua vida. Mais um certo verde na agenda. Mas o casamento em Maio foi um x vermelho porque tiveram de esperar pelo certo de Julho. Em Junho queria estar rico, marcou um x vermelho na agenda.

Em Julho queria ter o seu curso concluído e um certo verde enorme decorou a agenda nesse mês.

 Para Agosto o seu desejo era dias de Sol a descansar e não foi difícil ter um enorme certo verde para marcar. Já quando chegou Setembro o emprego que desejara transformou-se num x vermelho.

Em Outubro concretizou o desejo de conseguir um trabalho, não o que desejara, mas estava a trabalhar e um x verde decorou agenda nesse mês. Em Novembro casou-se e mais um enorme x verde estava na sua agenda. Em Dezembro o que marcou a sua agenda foram dois tracinhos vermelhos do teste e gravidez que dera positivo rodeados por um certo enorme verdinho…

Olhou para a agenda e viu como a sua vida mudara em doze meses apenas.

Assim quando soaram as doze badaladas pegou apenas numa depois de pensar e desejou que todos um dia se sentissem como ele. Desejou-lhes doze meses felizes com muitos certos verdes e que não desistissem ao primeiro x vermelho.

Tinha tudo o que desejar não sabia que mais pedir… Afinal era feliz e rico por se sentir assim.

Que o seu desejo de que todos no sintamos feliz neste novo ano que começa a caminhar se concretize para todos.

 

Um Domingo diferente.

                              Tudo começou num Domingo como outro qualquer. Eu nunca gostara de Domingos, era um daqueles dias rotineiros em que nunca nada de novo acontecia  Estava tão entediada que depois do almoço em casa dos meus pais vim para casa. Passei a tarde em frente à TV brincando de zapping com o comando na mão. Divertia–me imaginando como seria uma história com todos aqueles retalhos de imagens juntos. Já cansada e antevendo mais uma inútil e cansativa semana a embalar frutas, decidi deitar-me cedo.

  Já estava dormir há algum tempo quando ouvi um grito de homem que pedia ajuda. Olhei para o relógio já eram onze da noite. Pensei que tivesse sido um sonho e como não voltei a ouvir nada fechei os olhos de novo. De repente alguém me batia à janela da varanda que dava acesso ao meu quarto freneticamente. Meia ensonada sem pensar no que estava a fazer, abri a janela e sem ter tempo de dizer nada, entrou um homem que me tapou a boca enquanto dizia:

- Não grites, não te vou fazer mal. Só preciso de ajuda.

Eu bem tentava gritar, mas como não conseguia desisti e ele largou-me pedindo:

-Ajuda-me. Preciso de me esconder. Não te assustes, não te faço mal, nem sou deste planeta.

Ganhei coragem e enfrentei-o com corrente de questões:

- Quem és tu? Porque foges? Saíste de algum manicómio para dizeres que não és deste planeta? Como chegaste à Janela dum sétimo andar?

Enquanto fazia estas perguntas pude observar como era invulgarmente belo. Alto, moreno, cabelos e olhos negros,  mas esrtanhei o seu tom de pele muito dourado.

- Sou Zalán, o princípe herdeiro de Zirycon um planeta numa via láctea vizinha da vossa qua ainda não conheceis. O meu tio quer roubar-me o reino e os meus conselheiros aconselharam-me a me refugiar neste planeta.Mas ele descobriu e andam atrás de mim para me matarem.

-Então ambos corremos perigo? Perguntei, pensando que se entrasse na  maluquice e fingisse que acreditasse era mais seguro.

-Sim, mas a Guarda real deve estar a chegar. Pois já enviei um pedido de auxílio.

 

Nisto ouvi um estrondo, e vejo uma série de seres estranhos entrarem–me em casa com armas estranhas, enquanto nós assistíamos escondidos no roupeiro.

  Olhei para o meu hóspede e percebi que o “Z” estilizado na sua roupa e na sua pulseira eram iguais às fardas dos que venciam a luta.Felizmente tudo ficou em bom estado. Quando todos saíram Zalán pegou-me ao colo e disse-me:

-Vem comigo! Tornar-te-ei rainha de Zyrcon.

-Mas eu mal te conheço.

-Vem conhecer o meu planeta

-Porque não?- Pensei eu, tendo a certeza de que era um sonho.

 Acho que nunca acordei.

 Já se passaram seis anos na Terra. Hoje sou a feliz rainha de Zirycon e tenho quatro filhos lindíssimos.

  Fui dada como desaparecida no Planeta Terra e só lamento não poder dizer à minha família como sou feliz pois não acreditariam. Espero que eles leiam esta mensagem.

 

 

 

texto de ficção de minha autoria

para a Fábrica de Sonhos

Ilustração retirada da Net.

 

                                                                                                                                                                                                                       

Quem é a cozinheira?

Calendário

Setembro 2018

D S T Q Q S S
1
2345678
9101112131415
16171819202122
23242526272829
30

Espreitar no caldeirão.

 

Blogs de Portugal

A provar a sopa

Comeram Sopa de Letras

contador de visitantes

Gostos