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Sopa De letras

Vinha á procura de sopa? Aqui há , mas só de letras! Letras atiradas ao acaso saídas de uma Caixinha de Pandora.

Vinha á procura de sopa? Aqui há , mas só de letras! Letras atiradas ao acaso saídas de uma Caixinha de Pandora.

VINTE ANOS SEM TI...

 

Rosas Brancas - GIFMANIA

 

          Faz hoje vinte anos que partiste. Vinte que viajaste para um mundo onde não te posso ver, nem sentir e nem ouvir a tua voz. Vou ter sempre saudades de ti, mas habituei-me à ideia que viajaste para muito longe, para um mundo onde não te posso visitar.

  

          Mas estás presente nas minhas memórias e no meu coração e mesmo que não te conheçam e nunca tenham tido o consolo do teu colo e dos teus afagos estarás também presente no coração dos meus filhos.   E sabes porquê? Porque tu tornavas o meu mundo mais bonito com a tua coragem e com as tuas histórias.

         E eu vou contando aos meus filhos a histórias que tu contavas sentadas à mesa ao pequeno almoço e que faziam com que fosse mágico…

           Sabes ainda hoje o Pequeno almoço é a minha refeição preferida. Mas sinto falta do cheiro do teu café. Não sei porquê nunca nenhum outro café me cheirou tão bem. Talvez porque eu sabia que eras tu que o fazias.

  Não te esqueci, nunca te esquecerei, permanecerás no meu coração para sempre. A minha mãe nunca entendeu que eu não deixei de sentir a tua falta. Apenas calei a minha dor porque se não a calasse doía demais.

 

   E sabes? Tenho tanta pena que não tenhas conhecido a minha Bárbara pequenina tão traquina e espevitada, faladora e desenrascada e o meu Gonçalo tão meigo e ternurento.

 Mas acredito que agora que és a minha estrela brilhar no universo e que de alguma forma sem que eu possa saber, os amas e os estás a proteger.

 Durante muitos anos fiquei zangada com o Santo António por não te ter deixado entre nós, agora acho que partiste no Doa de Santo António para que ele te pudesse guiar.

 

As tuas flores nasceram todas brancas, os cravos, as rosas e toadas as que tinhas no teu canteiro nasceram brancas, hoje acredito que para abençoar a tua partida.

 

Passaram vinte anos, mas por vezes ainda penso que só passaram vinte dias

Amar-te-ei para sempre Avó. Agora és a minha estrelinha reluzente.

 

 Mas fazes-me falta….

Recebe um beijo daqui ao mundo.

A tua neta mais refilona.

Avó

 

 

Procuramos-te em vão

No regresso ao lar

Mesmo sabendo que não te vamos encontrar

Ficamos na esperança de rever

O teu terno sorriso, teu meigo olhar

Procuramos-te em vão

No regresso ao lar,

Mesmo sabendo que não te vamos encontrar,

Sentimos ainda a tua presença no ar.

Partiste sem avisar, sem nada dizer,

Mas não te vamos nunca esquecer.

Procuramos-te em vão

No regresso ao lar,

Porque agora é no nosso coração

Que está a morar

A tua doce e terna recordação....

 

 

Poema escrito por mim

Em memória da minha avó materna

Falecida a 13 de Junho de 1998

foto retirada da Internet

Estarás sempre no meu coração...





Lembro-me de esperar deitada na cama, mas já estando acordada que, o cheiro do café invadisse a casa.

Quando o cheiro do café invadia a casa e chegava ao meu quarto no sótão, era como se ouvisse o som suave da tua voz chamar-me.

E assim que eu sentia o cheiro do café acabado de fazer descia as escadas para tomar o pequeno – almoço.

 Para beber um café com leite recheado de histórias, da tua vida, de como criaras dois filhos sozinha, de como foras uma mulher corajosa e que nem sempre a vida te fez justiça.

Adorava ficar na mesa com aquele cheiro inconfundível do café que acabaras de fazer e ficar a ouvir as tuas histórias, de pescadores, bruxas e diabos, de fantasmas nas encruzilhadas, lendas de tesouros escondidos e mouras encantadas.

 Lembro-me de ti sempre ao de nós, a tomar de mim desde que nasci.

Sei que por vezes nos desentendíamos mas também sei que me percebias melhor do que ninguém.

Quando me falta força para lutar é à tua memória que a vou buscar.

 Sonhei contigo pouco antes de saber que estava grávida.

Estavas linda, numa casa com Jardim como eu sempre sonhei um dia poder te oferecer. Era lindo o Jardim.

Conversámos as duas e eu dei-te um abraço entre lágrimas.

Depois convidaste-me para entrar e lanchei contigo.

 Disseste que ia nascer um bebé na família e que teríamos a notícia em Julho.

Depois despedi-me e nunca mais sonhei contigo.

A 19 de Julho soube que estava grávida.

Por isso nunca tive dúvidas de que a minha filha iria ter um anjo muito bom com ela.

Ainda hoje acredito que és tu que a proteges e que estavas ao meu lado quando eu estive sozinha com ela.

Tenho a certeza que ela te iria adorar.

Sabes por vezes, não parecia, mas eu amava-te muito.

De ti herdei o gosto pela vida, a teimosia, a perseverança e o gosto por contar histórias.

Como era bom adormecer a ouvir-te contar histórias.

De ti herdei o gosto pelo café com leite e o prazer que é sentir uma casa invadida pelo cheiro do café.

Mas um dia as rosas que plantaste, nasceram brancas e tu partiste no fim-de-semana seguinte. Tu partiste sem avisar e deixaste muitas saudades.

Tinhas 74 anos e uma história de vida que dava um filme.

Tenho saudades de beber café com leite contigo.

Nunca mais o cheiro do café acabado de fazer foi o mesmo. Nunca mais me soube tão bem o café com leite.

Farias hoje 85 anos se fosses viva.

Mas estás viva, no meu coração por isso estas linhas e esta rosa são para ti.

Sabes, às vezes, ainda espero pelo cheiro do teu café acabado de fazer ao acordar….

 

 

Dedicado à minha avó Lucília Dos Reis Dias

Uma mulher fenomenal



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