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Sopa De letras

Vinha á procura de sopa? Aqui há , mas só de letras! Letras atiradas ao acaso saídas de uma Caixinha de Pandora.

Vinha á procura de sopa? Aqui há , mas só de letras! Letras atiradas ao acaso saídas de uma Caixinha de Pandora.

Uma nova estrela no firmamento.

  

 Desde que nascera, que lhe diziam que um dia iria ser uma estrela, que um dia iria brilhar. Cresceu com esta convicção. Sempre conseguira ser popular entre os amigos, mesmo sendo dos melhores alunos do liceu.  Também era popular entre as mulheres. Todos gostavam dele e não se podia queixar da vida.  Mas brilhar como sempre lhe disseram, brilhar verdadeiramente como sempre sonhara, isso não conseguira ainda.

 

Era noite do dia de reis, e ele dava o seu passeio diário pela chegada da noite. Gostava daquele momento em que, se sentia bem consigo próprio e com a sua solidão. O que já não suportava era a solidão que sentia quando uma multidão de pessoas que nada lhe diziam, o rodeava. Olhava as casas, as ruas, as poucas pessoas com quem se cruzava. Espreitava com o olhar pelas janelas de persianas subidas e imaginava os seus habitantes e as suas vidas.

 Quando existiam estrelas no céu gostava de as contar e de lhes dar nome, e continuava o passeio conversando com elas e desafogando as suas mágoas. Gostava de se confessar às estrelas para ele era um ritual sagrado como se entrasse em contacto com o divino.

 

 Acabava de confessar os seus pensamentos mais íntimos à estrela a que dera o nome de Mirabelle, quando reparou que esta se começava a deslocar. Um pouco por brincadeira, lembrando-se da história dos reis, um pouco por curiosidade e mesmo por instinto ou intuição começou a segui-la por caminhos que nunca antes imaginara pisar ou mesmo calcorrear. Seguiu-a até se encontrar numa montanha erma e isolada, onde as estrelas pareciam muito maiores e brilhavam mais do que nunca. Foi do meio desta luz que ela surgiu, a mulher mais bela que ele já vira, de cabelos longos, negros como o azeviche, irradiando uma aura azulada.

-Quem és tu?- perguntou ele um pouco receoso de estar na presença de um fantasma, embora a criatura mais bela que vira em toda a sua vida.

 

Nume voz melodiosamente suave, ela respondeu:

- Não temas. Sou aquela a quem chamaste Mirabelle. Sou uma estrela de outro mundo. Venho de um mundo ao qual desejas pertencer, pois almejas alcançar os segredos do infinito e já nada tens a aprender neste mundo.

 

- N.. Nã.. Não pode ser real- disse ele gaguejando -Devo estar a ter alucinações. Li histórias demais.

 

Ela aproximou-se e tocou-lhe:

--Não te preocupes. Passei pelo mesmo.Tudo é real, mais real que o mundo de faz de conta em que tu vives, para que ninguém se aperceba que almejas muito mais do que possam imaginar. Outrora fui como tu, uma humana com alma de estrela, que não conseguia brilhar, nem encontrar o meu lugar neste mundo. Até chegar a hora do chamamento. Mas agora sou feliz, brilhando no Universo para sempre e sempre que brilhamos ajudamos outras almas a serem felizes. Vem comigo. Segue o meu chamamento para a felicidade… - e estendeu-lhe a mão aguardando a sua decisão.

 

Ele olhou para trás e recordou a vida vazia que levava. Não tinha nada a perder, nem ninguém a quem se prender. Estendeu a sua mão para a dela aceitando o convite. Imediatamente sentiu dentro de si uma felicidade indescritível como nunca sentira na vida.

O seu destino finalmente se cumpriu. Agora brilha no firmamento com outras estrelas, iluminado as almas que se confessam a elas. 

Conto de ficção de minha autoria para a Fábrica de Histórias.

Ilustração retirada da net.

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