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Sopa De letras

Vinha à procura de sopa? Aqui há , mas só de letras! Letras atiradas ao acaso saídas de uma Caixinha de Pandora.

Vinha à procura de sopa? Aqui há , mas só de letras! Letras atiradas ao acaso saídas de uma Caixinha de Pandora.

Infielmente Fiel

 

Sempre o avisei que não perdoaria uma traição. Ele jurava-me que era fiel e eu respondia sempre que Fiel era nome de cão e que quanto mais mo afirmava mais eu sentiria a traição. Tudo parecia normal até ao dia em que ele se atrasou para me ir buscar para jantar com a desculpa de que estava a trabalhar. Tinha ficado a adiantar serviço acumulado no escritório. Decidi ir lá fazer-lhe uma surpresa, afinal ele tinha-me dado a chave para o caso de ser necessário. Não hesitei e dirigi-me ao escritório. A luz estava acesa e estava lá gente. Bem pelo menos era verdade que estava a trabalhar, pensava eu. Mas assim que rodei a chave dei de caras com o seu atraente sócio. Inicialmente pensei que estivessem os dois e ele tivesse saído para ir buscar alguma coisa. Mas assim que perguntei vi pelo ar espantado do seu sócio que ele me mentira. Como sabia que este me desejava pois já por vezes se insinuara. Fiz o número da mulher traída e sentei-me a chorar. Conforme o previsto ele não resistiu a me consolar. Assim que os seus braços me envolveram senti que existia aquela química entre nós. Não resisti a ceder aos seus beijos carícias, enquanto ele dizia que o sacana do meu marido não me merecia. Estar em cima da secretária dele ainda me deu mais gozo.Pela primeira vez percebi a excitação e adrenalina da traição, enquanto aquelas mãos fantásticas percorriam o meu corpo e me iam despindo e me deitavam em cima da secretária onde consumámos o nosso desejo. Desde esse dia que combinamos encontros secretos. Ele pede-me que largue o sacana do meu marido para ficar comigo, mas eu confesso fiquei viciada na adrenalina da traição e como lhe sou fiel, mantenho as coisas assim. Se ficasse com ele iria inevitavelmente traí-lo. Prefiro ser-lhe fiel e continuar a trair o meu marido.

 

Texto de ficção de minha autoria

Ilustração retirada da internet. 

Um Domingo diferente.

                              Tudo começou num Domingo como outro qualquer. Eu nunca gostara de Domingos, era um daqueles dias rotineiros em que nunca nada de novo acontecia  Estava tão entediada que depois do almoço em casa dos meus pais vim para casa. Passei a tarde em frente à TV brincando de zapping com o comando na mão. Divertia–me imaginando como seria uma história com todos aqueles retalhos de imagens juntos. Já cansada e antevendo mais uma inútil e cansativa semana a embalar frutas, decidi deitar-me cedo.

  Já estava dormir há algum tempo quando ouvi um grito de homem que pedia ajuda. Olhei para o relógio já eram onze da noite. Pensei que tivesse sido um sonho e como não voltei a ouvir nada fechei os olhos de novo. De repente alguém me batia à janela da varanda que dava acesso ao meu quarto freneticamente. Meia ensonada sem pensar no que estava a fazer, abri a janela e sem ter tempo de dizer nada, entrou um homem que me tapou a boca enquanto dizia:

- Não grites, não te vou fazer mal. Só preciso de ajuda.

Eu bem tentava gritar, mas como não conseguia desisti e ele largou-me pedindo:

-Ajuda-me. Preciso de me esconder. Não te assustes, não te faço mal, nem sou deste planeta.

Ganhei coragem e enfrentei-o com corrente de questões:

- Quem és tu? Porque foges? Saíste de algum manicómio para dizeres que não és deste planeta? Como chegaste à Janela dum sétimo andar?

Enquanto fazia estas perguntas pude observar como era invulgarmente belo. Alto, moreno, cabelos e olhos negros,  mas esrtanhei o seu tom de pele muito dourado.

- Sou Zalán, o princípe herdeiro de Zirycon um planeta numa via láctea vizinha da vossa qua ainda não conheceis. O meu tio quer roubar-me o reino e os meus conselheiros aconselharam-me a me refugiar neste planeta.Mas ele descobriu e andam atrás de mim para me matarem.

-Então ambos corremos perigo? Perguntei, pensando que se entrasse na  maluquice e fingisse que acreditasse era mais seguro.

-Sim, mas a Guarda real deve estar a chegar. Pois já enviei um pedido de auxílio.

 

Nisto ouvi um estrondo, e vejo uma série de seres estranhos entrarem–me em casa com armas estranhas, enquanto nós assistíamos escondidos no roupeiro.

  Olhei para o meu hóspede e percebi que o “Z” estilizado na sua roupa e na sua pulseira eram iguais às fardas dos que venciam a luta.Felizmente tudo ficou em bom estado. Quando todos saíram Zalán pegou-me ao colo e disse-me:

-Vem comigo! Tornar-te-ei rainha de Zyrcon.

-Mas eu mal te conheço.

-Vem conhecer o meu planeta

-Porque não?- Pensei eu, tendo a certeza de que era um sonho.

 Acho que nunca acordei.

 Já se passaram seis anos na Terra. Hoje sou a feliz rainha de Zirycon e tenho quatro filhos lindíssimos.

  Fui dada como desaparecida no Planeta Terra e só lamento não poder dizer à minha família como sou feliz pois não acreditariam. Espero que eles leiam esta mensagem.

 

 

 

texto de ficção de minha autoria

para a Fábrica de Sonhos

Ilustração retirada da Net.

 

                                                                                                                                                                                                                       

Chapéu Violeta




Aos 3 anos: ela olha para si mesma e vê uma rainha.
Aos 8 anos: ela olha para si mesma e vê Cinderela.
Aos 15 anos: ela olha para si mesma e vê uma coisa horrorosa. (mãe, eu não posso ir para escola desse jeito!!!)
Aos 20 anos: ela olha para si mesma e vê "muito gorda/muito magra, muito alta/ muito baixa, muito liso/muito encaracolado", mas decide que vai assim mesmo...
Aos 30 anos:ela olha para si mesma e vê "muito gorda/muito magra, alta/ muito baixa, muito liso/ muito encaracolado", mas decide que não tem tempo para consertar essas coisas então vai sair assim mesmo...
Aos 40 anos: ela olha para si mesma e vê "muito gorda/ muito magra,muito alta/ muito baixa, muito liso/muito encaracolado", mas diz: pelo menos eu sou "limpa"
e sai mesmo assim...
Aos 50 anos: ela olha para si mesma e vê "eu sou" e vai prá onde ela bem entender...
Aos 60 anos: ela olha para si mesma e se lembra de todas as pessoas que não podem mais se olhar no espelho. Sai de casa e conquista o mundo...
Aos 70 anos: ela olha para si mesma e vê sabedoria, risos, habilidades, sai para o mundo e aproveita a vida...
Aos 80 anos: ela não se incomoda mais em olhar para si mesma. Põe simplesmente um chapéu violeta e vai se divertir com o mundo...
Talvez a gente devesse pegar aquele chapéu violeta mais cedo...

 

 

Cecília Meirelles

 

 

 

 

 

 

 

Quem é a cozinheira?

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