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Sopa De letras

Vinha á procura de sopa? Aqui há , mas só de letras! Letras atiradas ao acaso saídas de uma Caixinha de Pandora.

Vinha á procura de sopa? Aqui há , mas só de letras! Letras atiradas ao acaso saídas de uma Caixinha de Pandora.

FIQUEI MESMO COM O SAPO!!!

 No café cá do sítio, a empregada nova tenta fazer conversa para ganhar confiança. Depois de eu ter entrado no café pergunta-me o que quero. Digo que” nada, ainda, porque aguardo o marido”. Quando este chega, ela pergunta:

-Então este é o seu príncipe encantado?

 Eu sorrio e respondo:

- Não. Este é o meu sapo. Sabe fiquei com o sapo, porque ele pode sempre virar príncipe. Mas se tivesse ficado com príncipe corria o risco de ele um dia virar sapo.

Marido ao lado a sorrir.

A empregada do café-  De facto nunca tinha pensado nisso … mas faz sentido .

 

 

 

 

 

PARABÉNS PARA MIM

via GIPHY

Há quem nunca passe dos trinta.  O meu marido uma vez disse que a minha energia me dava a mentalidade do vintes, porque acreditava em projetos e não baixava os braços perante os obstáculos Já passei  há muito dos vinte, mas devo sofrer o Síndrome de Cinderela sinto-me como se ainda lá estivesse.  Espero ter ainda este sentimento muitos anos.

 

A CAIXA DAS MEMÓRIAS

Olhei para ele, ao longe. Fiquei na dúvida se era alguém com quem há muitos anos atrás, partilhara sonhos, projetos, alegrias e tristezas.   Aproximei-me um pouco, discretamente, não queria que me visse, sem eu ter a certeza.

   Muitos anos se tinham passado, mas aquelas mãos, aquele olhar, tinham ficado gravados para sempre algures num, recanto escondido da minha memória. 

 

 Não me quis aproximar mais. Agora, a incerteza era se eu queria ou não reabrir a caixa, onde guardava todas as memórias que me faziam sofrer. Afinal eu fechava-as a cadeado naquela caixa secreta da minha memória, para enganar o sofrimento.

 

O Tempo não tinha sido bondoso para ele, as rugas sulcavam-lhe o rosto, o cabelo estava quase completamente branco e apesar de se terem passado muitos anos, ao olhar para aquele rosto impiedosamente envelhecido pelo tempo, o cadeado começava a enfraquecer e a quebrar-se. Enferrujado pelas lágrimas das memórias fechadas, o cadeado abriu-se e as memórias soltaram-se da caixa como se fossem todos os males contidos na caixa de Pandora.

 

O sofrimento e a raiva da traição percorreram-me a mente e o corpo em segundos, num frenesim elétrico agitado, como se tivesse apanhado um choque elétrico.

 

As melodias dos noturnos de Chopin invadiam-me a memória, ao mesmo tempo que as imagens de umas mãos dedicadas e uns dedos esguios, deslizavam pelas teclas do piano, com uma agilidade quase felina e uma melodia harmoniosamente mágica se espalhava pela casa.

 

Despois, inebriados pela magia do som, as mesmas mãos delicadas, os mesmos dedos esguios, trocavam as teclas do piano, pelas curvas do meu corpo, as minhas tentavam desajeitadamente acompanhar-lhe o ritmo e o compasso e ambos inebriados de música, de magia e de paixão atingíamos o êxtase dos sentidos.

 

Um dia partiu numa digressão e eu não pude acompanhar. Regressou apenas para levar as suas roupas e o piano. Tinha-se apaixonado pelas mãos da colega com quem tocava duetos, da mesma forma que eu me apaixonara pelas suas.

Inebriada pela dor das memórias a cobardia assolou-me e não fui capaz de me aproximar.

Fingi ajeitar os quadros da galeria. Sózinha, abandonada, ferida, afogara as mágoas nas telas e no pincel. A dor e o sofrimento transbordavam de tal forma nos meus quadros que o sucesso fora inesperado.

A Galeria tinha esvaziado. Estávamos somente os dois.

“Sabes, nunca te consegui esquecer.” – Soou ao meu ouvido a voz sonante e profunda tal e qual como eu a recordava destoando do Homem acabado que estava à minha frente.

Segurava uma brochura da exposição nas mãos. E agora que se encontrava na frente dos meus olhos, percebi que tremiam desmesuradamente.

 

A voz embargava-se-me na garganta, mas consegui articular apenas:

“Não” - E ele percebeu que o reconhecera e que nunca o perdoara.

“Desculpa, eu fui um idiota. Só quando passei pelo mesmo é que percebi o sofrimento que te infligi”.

“Andei para a frente e hoje sou outra pessoa. Já foi há tanto tempo que esqueci há muito.” – Menti.

 Era verdade que andara para a frente e que era outra, mas o sofrimento, liberto da caixa das memórias ainda me sufocava, como no dia em que ele regressara apenas para partir.

Convidei-o para um café. Falámos como dois velhos amigos que se reencontraram. Contou-me a vida que tivera. Uns anos de sucesso pelo estrangeiro a par e a solo. O auge da Carreira. Depois a doença Parkinson. O abandono da companheira. E o fim precoce da carreira.

“Foste a melhor coisa que me aconteceu na vida.”

“Infelizmente não posso dizer o mesmo.”- Respondi não me importando com os sentimentos dele.

  Senti-me mal com os meus próprios sentimentos. Senti-me vingada. Ao contrário da caixa de pandora que no fundo tinha a esperança, no fundo da minha caixa ficara apenas um imenso vazio onde o perdão não conseguia entrar.

 Mesmo assim, um triste sentimento de pena invadiu-me e ofereci-lhe o quadro das mãos dele nas teclas do piano.

 

   Disse adeus para sempre e parti com aquele que era realmente a minha alma gémea.

 

 

(Conto de ficção   de minha autoria)

 

 

Somos Cinzas, pó e nada… (resumo de férias)

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Não me posso queixar da vida. Há quem tenha vidas muito melhores e há quem tenha muito piores. Porém, estas férias foram para esquecer. Não que tenham corrido mal. Uns poucos dias de praia. Umas noites de descontração na feira. Um jantarinho ou outro fora de casa. Convívio com amigos. Mas os acontecimentos ensombraram-nas.

   Comecei as férias com a notícia da morte de um amigo de infância querido. Apesar de distantes pelas contingências da vida de cada um fomos mantendo o contacto. Este ano comecei as férias com a perda de um amigo querido e terminei as férias com a perda de uma pessoa de família querida a minha sogra.

 Não vou mentir tinha muitas razões de queixa que me deixaram mágoas, mas também tinha muito carinho, afinal era a mãe da pessoa que mais amo nesta vida, a par dos meus filhos.  Apesar de estarmos sempre à espera de um momento para o outro, custa sempre. Por um lado, a dor da perda, por outro um sentimento do alívio de sofrimento de alguém que já sofria há quatro anos, dependente com poucos momentos de lucidez. Partiu com um rosto sereno como se apenas dormisse. Uma história de noventa e cinco anos que será agora perpetuada pelo filho e principalmente netos.

 E apesar de chocarmos muito eu tinha uma grande admiração por aquela mulher pequenina, mas cheia de vida, que conheci perto dos oitenta anos, ainda a subir em escadotes e limpar paredes.

Havia algo nela que me recordava a minha avó. A mesma determinação, a mesma energia, uma força única, comum a ambas, embora com história diferente. Foram assim as minhas férias entre uns dias de descanso e uns poucos dias de praia, menos, muito menos dos que desejava. Acabaram da mesma forma que começaram com o advento do fim da vida. Em resumo, talvez seja uma lição a tirar, somos cinza pó e nada e tudo o resto perde importância…

um pouco de humor até ao meu regresso...

sei que estou sem dar notícias há uns tempos e sem ler os vossos cantinhos. Tenho vindo aqui só de passagem. ver o mail e responder os comentários. Decidi tirar também umas férias de internet e tentar aproveitar o máximo. até lá fuqem com um pouco de boa disposição .

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UM CASO GRAVE DE ATRAÇÃO CANINA!!!!!!

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Quem me conhece sabe que adoro cães, embora por muitos e variados motivos não tenha nenhum. Mas em miúda tive três e ainda sinto saudades de todos.

 

 Ora o que acontece é que estou a chegar à conclusão que algo de estranho se passa comigo.  Devo ter sido cão ou cadela numa vida anterior, porque cheguei á conclusão que sofro de um caso grave de atração canina.

Imaginem-se sossegadinhas a saborear um belo peixe grelhado numa esplanada de um restaurante de Sesimbra e de repente um cachorro gigante (Grand Dannois) foge do dono para pousar os eu focinho gigantesco no vosso colo? (E não, não queria comer. )   E de seguida desata a lamber-vos.

 Passeiam calma e tranquilamente numa rua antiga do Foz Velha no Porto e de repente ouvem o dono chamar pelo pequeno gigante Pastor Alemão que se lança numa correria desenfreada para pousar as patas nas vossas costas? E a seguir depois de estacarem e dizer:

- Olá cãozinho. - Desata a lamber-vos.

 

Estão em casa do amigo do vosso namorado/ namorada e de repente o Doberman dele, que não te conhece de lado nenhum decide pousar o seu gigantesco focinho no teu colo à espera de festas?

Cada vez que estacionam ao pé daquele vizinho que tem uma cadela que não sai sem ela, a primeira coisa que ela faz é fugir do dono para ir ter contigo?

 

Passeias com o namorado/a numa zona onde muita gente passeia os cãezinhos e os donos têm de lhes puxar as trelas e pedir-te desculpa porque eles querem ir atrás de ti e o namorado/ namorada ainda te diz a rir-se da situação. “Deves ter cheiro de cão”.

 

Estás na praia a brincar com o teu filho e de repente um Lobo de Alsácia dá-te uma lambidela atrevida   na nádega com o com o dono sem saber para onde ele se tinha escapulido?

 

E ah és a professora nova que além de duas ou três pessoas faz festas no enorme cão, mascote da escola, que colegas de há dez anos nunca se atreveram.

Não sei se vos aconteceu, mas comigo é frequente.  Ainda ontem um pequeno cachorro veio dar-me beijinhos nos tornozelos.

Pois cheguei a pensar que ia conhecer a minha cara metade através de um destes meus fãs caninos, por acaso, não calhou, acho que é só um caso grave de atração canina.

 

Mais alguém sofre disto????

 

Fotografia retirada da Net com  link de Referência

EM DEFESA DO 112

Dia do 112.jpg

 

É fácil tecer críticas aos outros quando não se está do outro lado da linha. Eu nunca trabalhei no 112, mas conheço quem trabalhe e o meu marido recentemente tirou um curso de socorrismo, onde entre outras coisas é explicado como funciona o 112.

Para começar não é um trabalho para qualquer um, devido à sua especificidade, por este e por outros motivos frequentemente têm falta de pessoal, pelo que as pessoas têm de se desdobrar.

 

O Verão é um período complicado em que duplicam o volume das chamadas. Muitas das vezes isso aumenta o tempo de espera.

Ora o serviço do 112 tem de encaminhar as chamadas para os serviços corretos. Antes demais o operador tem de determinar se a chamada se refere a um acidente de viação, à comunicação de um furto roubo assalto, violência doméstica, ou outro tipo de situação que envolva violência. Tem também de determinar se é necessária a presença de um médico e verificar a disponibilidade de viatura médica. Este procedimento não é feito ao acaso. Existe um protocolo rígido de perguntas que têm de seguir e acreditem caso não sigam o protocolo as consequências podem ser muito graves para o operador e para quem ligou. Ora tudo isto infelizmente leva algum tempo precioso. Mas mandar uma ambulância para um local indevidamente ou transferir uma chamada para um serviço indevidamente pode ter consequências muito mais drásticas. Por fim e por incrível que possa parecer há telefonemas falsos!!! Como é possível??? Enfim pessoas inconsequentes que já levaram a situações de serem enviadas ambulâncias em vão para sítios onde afinal ninguém tinha ligado. Parece impossível mas é real, assisti à frustração de alguns profissionais desta área sobre casos destes.

 

Ligou para o 112 numa aflição e demoraram mais de cinco minutos? Pense em todas estas situações e ajude o serviço a ser mais breve:

-Não perca tempo a reclamar (se quiser faça-o mais tarde, mas vai gastar tempo precioso)

- Ouça o nome do operador que fala consigo e fixe-o

- Tenha todos os dados possíveis à mão se possível;

-Tente responder a todas as questões o mais objetivamente possível.

- Se tentar ajudar um desconhecido tente obter informações através deste ou revele logo que não tem forma de as ter.  Dará pelo menos para avaliar idade e sexo.

- Siga rigorosamente as instruções dadas.

- Se não tiver uma morada exata para dar, pois pode estar no meio da rua, dê referências como o nome do local onde se encontra e lojas, cafés ou supermercados existentes por exemplo.

 

Lembre-se o operador é aquele que encaminha o serviço, o atraso das ambulâncias por vezes depende do civismo dos automobilistas e infelizmente, já vi muitos não facilitarem a passagem.

Por fim lembre-se falhas todos nós temos infelizmente. E sim já tive situações em que este serviço foi moroso e demorado demais e me obrigou a agir por outros meios para evitar situações delicadas. Mas também houve situações em que me valeram prontamente. O meu obrigada aos esforços empreendidos por todos ligados ao serviço do 112.

Para melhores esclarecimentos pode também consultar o guia disponibilizado pelo 112 online, para saber como agir em caso de necessidade de contactar com este serviço.

 

 

 

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