Letras atiradas ao acaso saídas de uma Caixinha de Pandora
Domingo, 16 de Novembro de 2008
Um Domingo diferente.

                                        Tudo começou num Domingo como outro qualquer. Eu nunca gostara de Domingos, era um daqueles dias rotineiros em que nunca nada de novo acontecia  Estava tão entediada que depois do almoço em casa dos meus pais vim para casa. Passei a tarde em frente à TV brincando de zapping com o comando na mão. Divertia–me imaginando como seria uma história com todos aqueles retalhos de imagens juntos. Já cansada e antevendo mais uma inútil e cansativa semana a embalar frutas, decidi deitar-me cedo.

  Já estava dormir há algum tempo quando ouvi um grito de homem que pedia ajuda. Olhei para o relógio já eram onze da noite. Pensei que tivesse sido um sonho e como não voltei a ouvir nada fechei os olhos de novo. De repente alguém me batia à janela da varanda que dava acesso ao meu quarto freneticamente. Meia ensonada sem pensar no que estava a fazer, abri a janela e sem ter tempo de dizer nada, entrou um homem que me tapou a boca enquanto dizia:

- Não grites, não te vou fazer mal. Só preciso de ajuda.

Eu bem tentava gritar, mas como não conseguia desisti e ele largou-me pedindo:

-Ajuda-me. Preciso de me esconder. Não te assustes, não te faço mal, nem sou deste planeta.

Ganhei coragem e enfrentei-o com corrente de questões:

- Quem és tu? Porque foges? Saíste de algum manicómio para dizeres que não és deste planeta? Como chegaste à Janela dum sétimo andar?

Enquanto fazia estas perguntas pude observar como era invulgarmente belo. Alto, moreno, cabelos e olhos negros,  mas esrtanhei o seu tom de pele muito dourado.

- Sou Zalán, o princípe herdeiro de Zirycon um planeta numa via láctea vizinha da vossa qua ainda não conheceis. O meu tio quer roubar-me o reino e os meus conselheiros aconselharam-me a me refugiar neste planeta.Mas ele descobriu e andam atrás de mim para me matarem.

-Então ambos corremos perigo? Perguntei, pensando que se entrasse na  maluquice e fingisse que acreditasse era mais seguro.

-Sim, mas a Guarda real deve estar a chegar. Pois já enviei um pedido de auxílio.

 

Nisto ouvi um estrondo, e vejo uma série de seres estranhos entrarem–me em casa com armas estranhas, enquanto nós assistíamos escondidos no roupeiro.

  Olhei para o meu hóspede e percebi que o “Z” estilizado na sua roupa e na sua pulseira eram iguais às fardas dos que venciam a luta.Felizmente tudo ficou em bom estado. Quando todos saíram Zalán pegou-me ao colo e disse-me:

-Vem comigo! Tornar-te-ei rainha de Zyrcon.

-Mas eu mal te conheço.

-Vem conhecer o meu planeta

-Porque não?- Pensei eu, tendo a certeza de que era um sonho.

 Acho que nunca acordei.

 Já se passaram seis anos na Terra. Hoje sou a feliz rainha de Zirycon e tenho quatro filhos lindíssimos.

  Fui dada como desaparecida no Planeta Terra e só lamento não poder dizer à minha família como sou feliz pois não acreditariam. Espero que eles leiam esta mensagem.

 

 

 

texto de ficção de minha autoria

para a Fábrica de Sonhos

Ilustração retirada da Net.

 

                                                                                                                                                                                                                       



Sopa servida Alfa às 13:52
Receita da sopa | Meta a colher | Esta sopa é deliciosa
|

2 comentários:
De Sara V. a 17 de Novembro de 2008 às 12:26
Que bela imaginação! No fim, não consegui conter o sorriso! Ah, ah!
Beijinhos


De Alfa a 17 de Novembro de 2008 às 20:28
Acho que ando com acabeça no espaço...na lua... em Zirycon...consegui resistir aos fantasmas lol


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